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| Blindagem
- A Proteção não é cara e sim valiosa |
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O crescimento do
mercado de blindagem fez com que a escolha da blindagem ideal
de um automóvel se tornasse cada vez mais complicada.
A tecnologia aumenta e, na mesma proporção, o
nível de violência e agressão aos automóveis
blindados, em decorrência do sucateamentoda segurança.
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Com mais
de 14 mil carros blindados circulando pelo país, o Brasil
já corresponde ao primeiro lugar em blindagem nos níveis
II e III-A. Com fornecimento aproximado de mais de 400 veículos
por mês, o Brasil superou o México (170 veículos/mês)
e a Colômbia (150 veículos/mês) juntos. Pesquisa
realizada pelo Instituto Data Folha, realizado em 153 cidades
brasileiras, demonstra que a violência é a principal
preocupação da população brasileira.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado
de São Paulo demonstram que 62% dos sequestros-relâmpago
da Capital Paulista ocorrem no trânsito.
A forte demanda do setor e o mercado aquecido abrem oportunidade
para empresas sérias e àquelas que se intitulam
"blindadoras" (que só pensam em tirar vantagem
da situação), deixando de lado o principal objetivo
do processo: a proteção. Com aproximadamente 50
empresas de blindagem no mercado, bem como em todo o setor,
que cresce muito rapidamente, encontramos empresas que só
têm um objetivo: lucrar. Não existe blindagem barata.
Existe o melhor custo-benefício em uma negociação.
Há ofertas de blindagens com o preço como diferencial.
Preços promocionais, blindagens parciais e até
venda de "kits" ("compre o seu kit e faça
você mesmo a blindagem de seu veículo") podem
ser encontrados em anúncios. Fica difícil para
quem não tem conhecimento decidir, na hora de comprar,
qual a proteção correta para o veículo.
Mas se o objetivo é proteger vidas, a busca do menor
preço não pode substituir a busca pela qualidade,
por meio do entendimento do processo.
Qualidade da blindagem
A blindagem é processo artesanal. Por mais tecnologia
que seja empregada nas mantas de proteção, painéis
de aço e vidros especiais, exige-se a perícia
de um artesão, com o perfeito encaixe entre os materiais
utilizados. Um serviço executado por quem não
detém o conceito de execução e supervisão
constante na linha de produção, faz com que o
emprego de todos os materiais de alta qualidade seja desperdiçado.
O propósito da blindagem é o de assegurar a proteção
prevista nas normas técnicas, preservando as características
do veículo. De um lado, basta que a vulnerabilidade tenha
o diâmetro de um projétil para que a proteção
deixe de existir. De outro, é preciso assegurar o mesmo
grau de conforto e acabamento do veículo original. O
segundo lado da questão pode ser aferido pelo proprietário,
através da sua própria percepção,
de informações de amigos e das garantias e assistência
oferecidas. O primeiro, o da confiabilidade quanto ao nível
de proteção assegurado, pode requerer o auxílio
de profissionais de segurança com conhecimento de blindagem.
Tento dizer que tamanho da empresa não é sinônimo
de qualidade. Muitas empresas grandes têm problemas seríssimos
quanto ao nível de proteção do habitáculo
(bem como as empresas de fundo de quintal). Nome, realmente,
transmite credibilidade. Porém ser o maior não
significa ser o melhor. Por isso, é preciso prestar atenção!
Já vi muitos consumidores iludidos e enganados por falsos
testemunhos e processos mal gerenciados.
Normas para proteção
Para melhorar o segmento, recentemente, em 15 de abril de 2002,
foi fundada a Associação Nacional para Difusão
Tecnológica e Normatização de Proteções
Balísticas (ANDB), entidade esta com várias câmaras
setoriais. A entidade é sociedade de direito privado,
sem fins lucrativos, de âmbito nacional e internacional,
que tem por finalidade principal o aprimoramento tecnológico
dos produtos destinados à proteção balística
e das normas regulamentadoras dos diversos setores envolvidos
no segmento.
Entre os objetivos da associação podem ser citados:
orientação aos usuários, formação
de grupos de estudo para aperfeiçoamento da segurança
dos usuários (orientação dos associados
para evitar ou dirimir conflitos entre os usuários, intermediários
e fabricantes), promoção da homogeneização
de normatização e técnica dos produtos
balísticos (através de criação de
departamento específico, montagem de biblioteca, realização
de estudos e levantamentos, realização de encontros,
congressos e simpósios e da divulgação
de normas internacionais e nacionais da legislação
brasileira sobre proteção balística). Além
disso, a entidade quer promover a uniformização
normativa entre os diversos segmentos de associados, integrar
todos os segmentos às autoridades públicas, em
seus diversos níveis, de modo a fortalecer o setor perante
a comunidade e promover a aplicação entre os fabricantes
de produtos balísticos das "técnicas de qualidade
total".
Uma das características inusitadas da ANDB é a
criação de "Câmaras Setoriais"
para categorias específicas do segmento permitindo, assim,
aglutinar diferentes atividades e interesses. Inicialmente,
serão criadas as seguintes câmaras setoriais: usuários,
consultores de segurança, comerciantes e locadoras de
veículos blindados, operadores de transporte de valores,
fabricantes/fornecedores de vidros blindados, matérias-primas
para vidros blindados e painéis balísticos e matérias-primas
para os painéis. Além de blindadoras das seguintes
categorias de veículos: transporte de valores, transporte
de cargas e transporte de passageiros, blindagens arquitetônicas,
blindagem de uso pessoal e fabricantes de armas e munições.
No total, são 14 Câmaras Setoriais distintas. Sempre
que necessário outras câmaras poderão ser
criadas.
Durante a Assembléia de 15 de Abril, foram eleitos os
seguintes membros para seu Conselho de Administração:
Presidente: Gerson Branco
1º Vice Presidente: Edgard Salin
2º Vice-Presidente: Ricardo Leonel Vieira
Secretário: Creso M. Zanotta
O Conselho Fiscal é composto por: André Bertin
, Cristian Conde Antonio e Ivo Scatollini .
Critérios de escolha
Cautela, paciência e inúmeros procedimentos são
requeridos na hora de adquirir um veículo blindado. Agir
de maneira precipitada, pois sofreu uma tentativa de seqüestro
ou assalto, poderá significar a realização
de um péssimo negócio. Primeiramente, o usuário
deve fazer uma pesquisa com pessoas que possuem carros blindados
ou com pesquisas de mercado. Com as informações
e pesquisas em mãos, em visita às blindadoras,
questione sobre o tempo do processo de blindagem, se os prazos
de entrega foram cumpridos, se o automóvel foi entregue
em ordem, ou seja, vidros sem distorções, sem
apresentar defeitos, se o acabamento ficou em perfeitas condições
para que o veículo fique dentro das características
originais (tanto na parte interna como na externa) e, finalmente,
a ausência de barulhos.
Toda blindadora tem um engenheiro responsável pelo processo
de proteção. Verifique se a blindadora fez testes
balísticos em veículos já blindados e não
somente em peças blindadas.
Cheque sempre se a fábrica tem o cuidado de separar peça
a peça de cada veículo. Desconfie de empresas
que garantirem 100% de eficiência em um processo de blindagem.
Outro fator importante é assistência técnica.
Carros blindados requerem atenção maior, não
só no uso diário, como em sua limpeza e manutenção.
É imprescindível que a assistência técnica
seja eficiente em relação a vidros e solução
de problemas (infiltração, delaminação
e distorção de vidros, barulhos, forração,
entre outros). Caso não tenha indicações
de amigos, procure fazer uma pesquisa minuciosa de mercado e
escolha empresa que lhe transmita segurança em todos
os aspectos.
Peça para fazer uma visita à fábrica e
verifique um habitáculo em fase de implementação.
Questione todos os pontos sobre os quais tiver dúvidas.
Faça um check list das áreas a serem protegidas.
Defina o nível de proteção ideal para o
seu caso. Lembre-se que carros com motorização
mais baixa têm seu desempenho reduzido em função
do acréscimo de peso, dificultando, por exemplo, a direção
evasiva. O bom senso na escolha do carro é importante,
pois existem modelos com grau de dificuldade maior para serem
blindados.
Testes balísticos
O usuário não precisa se impressionar com testes
balísticos feitos pelas fábricas. Deve fazer uma
relação detalhada de todos os materiais a serem
implementados no veículo. Exemplo: adesivos e colas,
espessura e modelo do aço a ser utilizado nas colunas,
mantas de proteção (quantas camadas, quem é
o fabricante e se possui hidrorepelência, ou seja, se
é a prova d'água). É preciso checar a espessura
dos vidros a serem colocados e qual é o seu fabricante.
Devem ser instalados somente produtos que possuam homologação
das normas internacionais. Se o usuário optar por blindagem
com novas tecnologias (overlap, inserto metálico e opcionais)
é necessário ficar atento para que seu automóvel
saia de acordo com a especificação técnica
da proposta de blindagem. A fórmula matemática
abaixo poderá auxiliar no entendimento da capacidade
ideal de utilização de um automóvel blindado.
M = Capacidade máxima de carga
B = Peso da blindagem
P = Passageiros
C = Capacidade ideal de utilização
C = (M + P) - B
A capacidade ideal de utilização de um automóvel,
sem o seu comprometimento, resulta do produto da somatória
da capacidade máxima de carga do veículo, com
o peso dos passageiros (usualmente transportados) diminuído
o peso da blindagem a ser implementada. Mesmo transportando
o máximo de passageiros e carga previstos pelo fabricante,
a capacidade ideal de utilização não pode
ser comprometida. Motor, peso e blindagem devem estar em harmonia.
Em termos de tecnologia os níveis de blindagens e os
cuidados para eliminação de GAPS (vãos
entre um produto e outro), desde 1999, evoluíram muito.
A forte demanda e a concorrência fizeram com que as empresas
buscassem o aprimoramento do nível de proteção
a ser ofertado aos seus clientes. Companhias com maior preocupação
com segurança já utilizam o conceito BRV (Bullet
Resistence of Vehicle). Esta sigla tem a finalidade de medir
os materiais empregados na blindagem e sua resistência
a tiros, como também o modo de implementação
destes produtos no habitáculo do veículo.
Pontos vulneráveis
Uma porta blindada com um bom vidro e boa manta em sua parte
opaca de nada vale se na hora da colocação destes
produtos ficarem GAPS no carro inteiro (colunas A, B, C, espelhos
retrovisores, teto, lanternas, caixas de roda, porta malas,
etc). A norma BRV tem como objetivo principal a proteção
de todos os possíveis pontos vulneráveis, tais
como os frisos das portas e encontros de cristais com a lataria.
Muito importante, também, é proteger o veículo
contra disparos de arma de fogo em ângulos diferentes.
Muitas empresas só trabalham com tiros em ângulos
de 90º. Nos testes da norma BRV, os tiros são desferidos
em ângulos diferentes: 45º. Se o carro não
for protegido para estes disparos, certamente haverá
transfixações nos cantos das portas, fechaduras,
lanternas, colunas, assentamento de pára-brisas e vigia,
etc.
Novas Tecnologias
Fora o conceito BRV, existem tecnologias que estão sendo
utilizadas para evitar os famosos GAPS nos veículos:
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Assentamento em berço de aço para pára-brisas
e vigias: protege todos os cantos do pára-brisa e vigia
pela parte interna do veículo
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Vidro com inserto metálico: vidro insertado em aço
balístico nas pontas dos vidros, com a finalidade de
proteger as partes finas dos vidros
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Overlap: moldura em aço para proteger a porta pelo
lado interno em suas extremidades. Neste caso, os vidros utilizados
são blindados sem proteção nas pontas
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Overlap de Carroceria: coluna interna com intenção
de proteger as partes finas dos vidros por dentro da carroceria
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Cada tecnologia tem uma função de proteção,
porém algumas apresentam maior peso nas portas, exigindo
trabalho dobrado de funilaria, assim como de solda e pintura,
retirando a originalidade do veículo.
Na hora de escolher o carro blindado, é indicado o processo
que exija a menor manutenção posterior do veículo
e, simultaneamente, que detenha o melhor acabamento, sem que
se percam as características originais do veículo
e, principalmente, a proteção. Cuidado com as
muitas empresas que fazem funilaria de automóveis zero
km na hora da implementação dos materiais de proteção.
Na comercialização, os opcionais de segurança
ficam à parte da proposta de proteção da
maioria das blindadoras. Fique atento, pois fará diferença
na hora do uso do produto.
Opcionais:
Proteção de capô
Proteção do porta-malas (veículos sedan)
Proteção de teto solar
Proteção do piso do veículo
Travas de segurança nas portas
Inserto metálico nos vidros
Overlap de portas
Overlap de carroceria
Rodas - proteção com aros de segurança
de perfil baixo - proteção com aros de segurança
perfil alto
Sirene - toque modelo policial - com viva voz externo - com
two-way (possibilidade de falar e ouvir de dentro do carro).
Obs.: Algumas empresas vendem overlap, inserto metálico
como opcionais. Desta forma, atenção na hora de
concluir uma negociação. É importante também
pedir detalhamento minucioso de todos os opcionais e de toda
área a ser protegida.
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Etapas do processo de blindagem
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Recebimento do veículo para posteriorlimpeza e verificação
de avarias
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Desmontagem do veículo,com colocação
das peças em local separado
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Parte opaca
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Parte cristal
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Verificação do habitáculo: conceito de
blindagem,supervisão e eliminação de
GAPs
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Montagem e acabamento
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Verificação da parte elétrica, mecânica,
resets dos airbags e sistema eletrônico
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Teste de água
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Veículos semi-novos e usados:
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Detalhes
que fazem a diferença na hora da compra de um veículo
semi-novo:
Certifique-se da procedência do veículo
Verifique se o veículo não foi batido e submetido
a serviços de funilaria;
Verifique se a parte mecânica e elétrica está
em perfeitas condições;
Verifique quem foi o antigo proprietário.
Ex.: Proprietários famosos, tais como empresários,
políticos e promotores de justiça, podem representar
um sério problema, pois são visados pelos marginais
que, muitas vezes, desconhecem que o veículo de sua "vítima"
foi substituído por um novo, podendo você figurar
como "vítima do acaso".
Prefira os veículos com certificação de
empresas sérias. Certifique-se se a blindadora ainda
existe, pois é comum as empresas de blindagem abrirem
e fecharem. Cheque o nível de blindagem do veículo
e a respectiva proposta de compra do automóvel, bem como
a sua procedência. Apesar das lojas não serem responsáveis
pela blindagem das blindadoras, elas são co-responsáveis
na revenda. Na hora da compra de um usado, se ele não
possuir certificado de blindagem, nota fiscal ou fotos descriminativas
de onde o carro foi blindado, peça a desmontagem e acompanhe
o processo para não ser enganado.
É comum blindadoras cortarem as colunas estruturais do
veículo, ignorando completamente os conceitos de engenharia
automobilística e condição estrutural automotiva.
Além de o veículo ficar mal blindado, em caso
de acidentes, o automóvel não terá condição
estrutural automotiva para proteger seus ocupantes. Outra preocupação
é o estado das mantas de proteção. Se o
serviço não for bem feito e as mantas não
tiverem hidrorrepelência, o material de proteção
ficará comprometido. Preste muita atenção
nas áreas dos vidros, pois é muito comum, com
o decorrer do tempo, o surgimento de delaminações
ou trincas. Se o veículo tiver mais de dois anos, é
importante lembrar que você estará adquirindo um
veículo sem garantia, fora outros problemas tais como:
mecanismos de portas, máquinas de vidros e até
mesmo as condições gerais do veículo.
Variações de pesos de um vidro:
Vidro original do veículo = 600 g (aproximadamente)
Original com suporte de vidro = 1.200 g
Vidro de porta blindado = 12 kg (em média)
É muito importante que os materiais usados nos suportes
de máquinas de vidros sejam reforçados e retrabalhados.
A grande maioria das blindadoras utiliza as peças originais
dos veículos que, muitas vezes, requerem manutenção
constante, pois as peças não foram projetadas
para aquele peso, comprometendo o seu uso e a segurança
dos automóveis. Conheço casos em que na hora da
verificação dos mecanismos das portas, o suporte
plástico original continha durepoxi em cima da peça.
Este tipo de conduta é inadmissível, pois compromete
a segurança do usuário. Na dúvida, não
compre uma falsa impressão de segurança. Carros
mal feitos, além de não protegerem, acarretam
manutenção constante e são dificílimos
para revenda.
Saber usar
É importantíssimo saber como usar um veículo
blindado, não só em caso de emergência (direção
evasiva e defensiva), como também em sua manutenção
e limpeza. Para que o usuário possa extrair o máximo
do produto, sem sofrer com manutenção desnecessária,
elaboramos um guia do usuário, que está disponível
na Internet, na página www.centraldeblindados.com.br,
na sessão de dicas.
Normas internacionais:
Existem vários laboratórios que testam os materiais
a serem implementados nos veículos. Cada laboratório
utiliza uma norma técnica específica para seguir
a realização de seus testes balísticos.
Os principais laboratórios internacionais são:
UL (Under Writers Laboratories of America), NIJ (National Institute
of Justice), Beschussant Ulm, CEN (Committee European de Normalisation).
Níveis de blindagem:
Nível II - Norma NIJ 0108.01
Nível III - A - Norma NIJ 0108.01
Nível B 4 - Norma DIN - EM 1063 BR 4 NS
Nível III - NIJ - Norma NIJ 0108.01
Espessura dos vidros com policarbonato:
Nível II = 16,5 a 19 mm
Nível III A = 21 mm
Nível B 4 = 21,8 a 26 mm
Nível III = 39 a 45 mm (aproximadamente)
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Grau de proteção
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Lembre-se
que a possibilidade de estar preso em um congestionamento é
muito grande. As normas internacionais são claras: tiros
em um mesmo local podem transfixar. Assim, quanto maior for
à espessura do vidro maior é o grau de proteção.
É muito importante que o veículo esteja sempre
em movimento para que não haja reincidência de
tiros nos pontos já alvejados. É impossível
saber que tipo de armamento e munição os meliantes
estarão utilizando. Assim, é indicado contar com
o grau de proteção maior, devido ao crescente
nível de armamento.
Um caso real, muito difundido nos meios de comunicação,
foi o da tentativa de seqüestro dos filhos do empresário
Paulo Leman. Houve vários tiros concentrados, pois o
veículo ficou completamente parado na abordagem dos meliantes.
O nível de proteção era NIJ II, que ao
ser alvejado com tiros concentrados no mesmo local, transfixou
e atingiu o motorista no braço. O tiro poderia ter sido
fatal e de nada adiantaria a proteção. O motorista
deveria ter-se evadido do local antes dos disparos dos tiros
concentrados. Exemplificando outra situação, notoriamente
divulgada foi a do prefeito da cidade de Santo André.
O mau uso do veículo blindado ficou evidente. Se tomadas
as devidas precauções, o prefeito estaria vivo,
uma vez que o veículo era bem protegido para a proporção
do crime. Com o aumento constante das abordagens cotidianas,
para roubos, furtos e sequestros, é de suma importância
que os usuários saibam até que nível de
armamento seu carro suporta, bem como, terem noção
de direção evasiva e defensiva. Vale frisar que
mais de 80% dos crimes ocorrem porque as vítimas estão
desatentas ou distraídas. A ocasião faz o ladrão!
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Marcelo
Carneiro - Diretor-geral da Central Brasileira de Blindados
e Segurança - Consultor de Segurança com especialização
em Proteção Balística e Telecomunicações.
Artigo publicado no Jornal da Segurança - www.jseg.net
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